Auê (A Fé Ganhou) Musica Gospel que sita entidades da Umbanda

A polêmica em torno da música “Auê (A Fé Ganhou)”, da cantora gospel Sarah Farias em parceria com Stella Laura e Valesca Mayssa, é um exemplo clássico de “choque de mundos” dentro do cenário religioso brasileiro.

Lançada recentemente, a faixa gerou um debate acalorado nas redes sociais, dividindo opiniões entre o público evangélico e os praticantes de religiões de matriz africana.

A letra da música narra uma espécie de “embate espiritual”. O nó da questão está no uso de termos e nomes diretamente ligados à Umbanda e ao Candomblé.

Muitos cristãos criticaram a música por dois motivos opostos:

  • A “Contaminação” do Louvor: Uma ala mais conservadora acredita que nomes de entidades não devem ser pronunciados dentro de uma igreja ou canção de adoração, temendo que isso traga uma “energia negativa” ou que seja uma forma de ecumenismo disfarçado.
  • Estética Musical: Alguns acharam que a sonoridade e o uso desses nomes tornaram a música “pesada” ou focada demais na figura do mal, em vez de focar apenas em Deus.

2. A Reação das Religiões de Matriz Africana

Líderes e praticantes da Umbanda e Candomblé expressaram desconforto e indignação, apontando o que chamam de intolerância religiosa.

  • Demonização: A crítica é que a música reforça o estereótipo de que suas entidades e divindades são figuras malignas que precisam ser “derrotadas” ou “expulsas”.
  • Desrespeito Cultural: Para esses grupos, usar nomes sagrados de outra religião em um contexto de confronto é uma falta de ética e respeito à liberdade de crença.

3. A Defesa das Cantoras

Sarah Farias e as demais envolvidas defendem que a música é um testemunho de libertação. Na visão teológica pentecostal, o foco é relatar uma experiência de conversão onde, segundo a crença delas, o poder de Jesus Cristo prevalece sobre qualquer outra força espiritual. Elas argumentam que não é um ataque às pessoas, mas uma expressão de sua fé e doutrina.

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